Suíça: Maioria dos pacientes abandonou tratamento com CBD por ser demasiado caro

Publicado 3 anos ago

em Outubro 20, 2022

Reading Time: 2 minutes

Num estudo observacional no qual participaram 117 pessoas com enxaquecas e dores de cabeça, 95 acabaram por desistir do tratamento, por não terem condições de o financiar. O Neurologista suíço, Reto Agosti, fundador e director do Centro da Dor de Cabeça do Hospital Hirslanden de Zurique, disse hoje que a maioria dos pacientes que utilizaram extractos de CBD para aliviar as dores de cabeça e enxaquecas desistiu do tratamento por ser demasiado caro. Na Suíça a maioria dos tratamentos com canábis não são comparticipados pelo governo nem pelos subsistemas de saúde.

Reto Agosti falou esta tarde na Cannabinoid Conference, a 12ª Conferência de Canábis Medicinal organizada pelo IACM (Associação Internacional para Medicinas Canabinóides), em parceria com a SSCM (Sociedade Suíça de Canábis em Medicina). A “Cannabis Medicinalis” decorre hoje e amanhã no Centro de Congressos de Basel, na Suíça, e conta com mais de 30 palestrantes para discutir e apresentar os mais recentes avanços da ciência e da medicina com canabinóides.

O neurologista de Zurique apresentou os resultados de um estudo observacional em que 117 pacientes utilizaram “cannabis oil” e/ou “sativa oil”, dois extractos de variedades diferentes de canábis com cerca de 20% de CBD e menos de 1% de THC. Ao Cannareporter, Agosti disse que os restantes canabinóides não foram especificados para este tratamento, porque na Suíça ainda só estão a ser utilizados, basicamente, o CBD e o THC.

Sobre os resultados do estudo, Reto Agosti afirmou que uma parte considerável dos pacientes obteve uma “notável melhoria na qualidade de vida”, principalmente porque passou a dormir melhor e porque a intensidade das dores de cabeça diminuiu. No entanto, 95 dos 117 pacientes que iniciaram o estudo não deram continuidade ao tratamento, por ser demasiado caro. “À medida que os pacientes foram subindo a dose do óleo de canábis o custo chegou a cerca de 400€ por mês, o que se tornou incomportável para a maioria”, explicou o médico, que referiu ainda que mais estudos clínicos são necessários para confirmar os benefícios do CBD na enxaqueca e nas dores de cabeça.

“O custo do CBD medicinal é demasiado alto para a maioria dos pacientes que dele precisam. Produtos mais baratos ou um maior apoio das seguradoras é necessário”, concluiu.

[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria “Jornalista do Ano 2024”, Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC – Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
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