A Pacrim adquiriu dois terços da empresa Medropharm, na Suíça, passando a controlar a empresa e o seu negócio. O objectivo será iniciar uma nova fase de crescimento na área da canábis medicinal, com planos de expansão internacional e aumento da capacidade produtiva.
O grupo Pacrim passou a deter uma posição maioritária e o controlo integral da Medropharm AG, com o objectivo de consolidar uma cadeia totalmente integrada de canábis medicinal e preparar a empresa para uma nova etapa, de acordo com um comunicado enviado à imprensa. A estratégia por detrás do negócio inclui o alargamento das actuais operações, a instalação de cultivo em larga escala e o reforço da presença em mercados regulados como Alemanha, Reino Unido e Austrália.
A integração concentra numa única estrutura todo o ciclo de produção e irá permitir que produtos medicinais sejam colocados directamente nas farmácias suíças. A Pacrim e a sua subsidiária Alponics, uma empresa de cultivo e associada ao cultivo de flores de cânhamo, irão também aumentar o seu alcance dentro da cadeia de produção, tornando possível a instalação de um modelo completamente integrado na cadeia de valor na Suíça.
De acordo com Patrick Widmer, um dos fundadores da Medropharm, o negócio confirma que a transacção, cujo valor se mantém confidencial, responde à necessidade de “reforçar a liderança, garantir estabilidade financeira e viabilizar investimentos em infraestrutura”. Widmer transmitiu ainda que este negócio irá permitir prosseguir projectos que seriam “demasiado exigentes para serem suportados apenas pelo cash flow da empresa”. A CEO da Medropharm, Claudia Zieres-Nauth, destacou que a Pacrim representa “um parceiro de confiança, com visão de longo prazo e foco na qualidade”.
Com mais de 25 anos de histórico através da Pacific Rim Plantation Services, a Pacrim reforçou a sua presença no sector ao criar, em 2018, a holding suíça Pacrim SA e a sua unidade industrial Alponics SA, focada em extractos e flores de cânhamo com rastreabilidade total. A aquisição da Medropharm marca agora a entrada do grupo no eixo medicinal, sustentando um modelo de produção vertical com ambição internacional.