Organizada pelo Colectivo Marcha pela Canábis, a manifestação está marcada para dia 31 de Maio de 2025, com partida às 15h30 do Jardim das Amoreiras, em Lisboa, e defende a legalização e regulamentação do uso adulto, medicinal e industrial da planta. Este é um encontro com forte simbolismo e com um carácter agregador da comunidade, que apela à mudança legislativa em Portugal, que descriminalizou todas as drogas há 25 anos.
A Marcha pela Canábis irá percorrer o coração de Lisboa no próximo sábado, num evento que por norma, congrega uma grande parte da sociedade que defende uma alteração no enquadramento da canábis. O evento, convocado para as 15h30, irá concentrar-se no Jardim das Amoreiras. Às 16h20, a Marcha inicia o seu percurso em direção ao Largo de Camões, numa caminhada que une activistas, pacientes, agricultores de cânhamo e até turistas numa só voz de apelo à mudança legislativa.
O manifesto partilhado pela organização (pode ser lido na íntegra no fim do artigo) reinvindica o reconhecimento pleno da Cannabis sativa L. e recorda que o cânhamo está presente na história de Portugal desde 1143, tendo sido vital nos Descobrimentos para a construção das naus e manutenção do império português. Hoje, os organizadores sublinham que a planta continua a oferecer soluções para áreas tão diversas como a saúde — com evidências científicas sobre o sistema endocanabinóide –, sustentabilidade ambiental, indústria têxtil, construção civil e economia rural.
O documento, que apresenta dez exigências, destaca o direito ao cultivo pessoal de até quatro plantas, a garantia de inclusão do ensino sobre canábis nos currículos de Medicina e Agricultura e a criação de um gabinete ministerial independente para acompanhar todo o sector. Os promotores apelam ainda a uma regulamentação que permita tributar de forma inteligente o sector de forma a que este seja capaz de atrair receitas fiscais e combater o mercado negro, seguindo exemplos de jurisdições já legalizadas na Europa e nas Américas.
Além da marcha, a organização está a promover uma petição pública e o movimento mantém presença ativa no Instagram (@marchapelacanabispt), onde divulga iniciativas, depoimentos de pacientes e dados sobre o impacto socio-económico do cânhamo.
Espera-se que, à semelhança de outros anos, centenas de pessoas se juntem ao passeio deste sábado, demonstrando que a discussão em torno da legalização da canábis em Portugal é um tema com urgência e amplitude social. Convidamos o leitor a vislumbrar o legado e importância deste evento no panorama canábico nacional, através da galeria de fotos que abaixo partilhamos com imagens da Marcha em 2017.
Pode consultar abaixo o manifesto partilhado pela organização:
Manifesto Marcha 2025
