A Polícia Judiciária acabou de emitir um comunicado de Imprensa sobre a operação que está a decorrer em Portugal, junto de várias empresas de canábis medicinal, com suspeitas de existir tráfico de canábis a nível internacional. De acordo com o comunicado, a PJ cumpriu esta manhã “64 mandados de busca e apreensão de norte a sul do país e, ainda, na ilha da Madeira”. A organização criminosa adquiria empresas farmacêuticas e exportava canábis ilegalmente para vários mercados europeus e africanos, através de certificados de exportação falsos.
A Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária (PJ) realizou, hoje, a operação “Erva Daninha”, na qual deteve vários suspeitos de pertencer a um grupo criminoso dedicado à introdução de grandes quantidades de canábis em vários mercados europeus e africanos, e cumpriu 64 mandados de busca e apreensão de norte a sul do país e, ainda, na ilha da Madeira.
Foram, igualmente, cumpridos mais seis mandados de busca em Espanha, um na Bulgária e um outro em Chipre.
Na operação “Erva Daninha” participaram cerca de 300 inspectores, 48 peritos e 24 seguranças da PJ, seis magistrados do Ministério Público e três juízes.
O CannaReporter® sabe que estão a acontecer buscas na CannaForest, no Fundão, mas ainda não conseguiu contactar os responsáveis por estas empresas. Uma testemunha ocular disse ao CannaReporter que “há muitos carros estacionados à porta [da CannaForest]” e câmaras de televisão, o que não significa necessariamente que se confirmem as suspeitas. O CannaReporter® tentou ligar a Teresa Faísca, CEO da CannaForest, mas o telefone encontra-se desligado.
De acordo com o comunicado da PJ, “a investigação iniciou-se no início de 2022, no âmbito da cooperação policial internacional e em estreita colaboração e articulação com as autoridades policiais e judiciárias da Espanha – Polícia Nacional, na sequência da qual foram apreendidos, numa primeira fase, um total de cerca 1.200 quilos de anfetaminas (3-CMC e 3-MMC)”.
As investigações da PJ permitiram apurar que a organização criminosa em causa, “conhecendo as falhas e vulnerabilidades do sistema de fiscalização e controlo de exportações de canábis medicinal em Portugal, adquiria empresas farmacêuticas, depois criava sociedades comerciais licenciadas para o comércio por grosso, importação e exportação de canábis medicinal, acabando, na realidade, por enviar vários milhares de quilos de canábis para mercados ilícitos utilizando documentação e certificados falsos”.
Perante os indícios recolhidos, e em articulação com o DCIAP de Lisboa, que titula o inquérito, foram desenvolvidas diversas diligências de investigação, em território nacional e em vários países da Europa, para recolha de prova para pôr termo à actividade ilegal que os suspeitos vinham a desenvolver durante os últimos meses.
As investigações ainda prosseguem e o CannaReporter® actualizará a informação. Para uma melhor noção da dimensão das empresas de canábis medicinal em Portugal, consulte as listas e o mapa actualizado pelo CannaReporter®.