Pela primeira vez desde que há registo, o uso de canábis ultrapassou o consumo de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos da América (EUA): 17.7 milhões contra 14.7 milhões de consumidores. Estudo analisou 42 anos de dados recolhidos pelo US National Survey on Drug Use and Health em 27 relatórios sobre a utilização de substâncias, reportada por 1.641.041 indivíduos no país, entre 1979 e 2022.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade Carnegie Mellon e publicado em Maio deste ano, cerca de 17.7 milhões de pessoas terão usado canábis em 2022 com uma frequência diária ou quase diária, enquanto o consumo frequente de álcool foi reportado por 14.7 milhões de consumidores. Este estudo analisou 42 anos de dados recolhidos pelo US National Survey on Drug Use and Health em 27 relatórios sobre os consumos de substâncias reportados por 1.641.041 consumidores nos EUA entre 1979 e 2022.
Tendo em conta que no ano 1992 apenas 900 mil norte-americanos terão registado um consumo de canábis diário, contra 8,9 milhões de consumidores assíduos de álcool naquela altura, isto supõe um aumento de cerca de 1700 % nos consumidores de canábis – embora seja difícil dizer se houve realmente este aumento nos consumos ou o pico se deve a que os consultados podem agora assumir abertamente o seu consumo sem medo de críticas ou represálias.
O aumento dos consumos de canábis verifica-se, sobretudo, entre os jovens que, de acordo com as declarações prestadas por Scott Fortune, analista da Roth MKM ao canal de notícias da CNBC, “havendo indicações de que os consumidores estão a substituir as substâncias recreativas (álcool, tabaco), pensamos que entre as gerações mais jovens, que crescem com a canábis legal como opção, a aceitação da canábis irá tornar-se mais prevalente e uma alternativa às opções tradicionais”.
Entre as conclusões desta análise estão o facto de os consumos (ou o reconhecimento dos mesmos) serem directamente proporcionais às políticas de legalização que o país tem vindo a implementar, sendo que as fases de políticas mais repressivas também foram acompanhadas por uma diminuição dos consumos reportados.