Inteligência Artificial pode ajudar a monitorizar os níveis de intoxicação por canábis em tempo real

Publicado 3 anos ago

em Dezembro 9, 2023

Reading Time: 3 minutes

Investigadores do Canadá e dos EUA embarcaram numa missão para transformar o seu smartphone numa ferramenta sofisticada, capaz de reconhecer quando está sob o efeito de canábis. Este projecto revolucionário tem como objectivo utilizar a inteligência artificial (IA) para detectar a intoxicação por canábis em tempo real, superando os métodos existentes dos teste de incapacidade para, por exemplo, conduzir.

O estudo, recentemente partilhado online, mergulhou no domínio da inteligência artificial (IA), explorando o seu potencial para monitorizar a intoxicação por canábis de uma forma mais imediata e precisa do que nunca. Os investigadores recolheram meticulosamente dados dos sensores pessoais dos smartphones e dos dispositivos Fitbit de 33 indivíduos. Estes sensores monitorizaram métricas cruciais, incluindo o ritmo cardíaco, a contagem de passos e a qualidade do sono durante um período alargado de até trinta dias.

Distinguir entre a presença de THC e o estado real de intoxicação

Foram observados os padrões de consumo de canábis dos participantes, com 24% a admitir um consumo diário, 9% a reportar um consumo 5-6 vezes por semana e 66,7% a consumir 2-4 vezes por semana. Ao combinar os dados de consumo de canábis comunicados pelos próprios com o feedback dos sensores do Fitbit e do smartphone, os investigadores pretendiam criar correlações. Estas correlações permitiriam distinguir entre a mera presença de THC no sistema e a intoxicação efectiva, uma distinção fundamental em cenários como a avaliação da capacidade de conduzir em segurança.

“Estas correlações permitiriam distinguir entre a mera presença de THC no sistema e a intoxicação efectiva, uma distinção fundamental em cenários como a avaliação da capacidade de conduzir em segurança”

Para obter informações mais aprofundadas, os sensores nos smartphones dos participantes registaram meticulosamente os micromovimentos, incluindo a forma como o dispositivo era segurado. Estes movimentos subtis foram analisados para medir a estabilidade e a coordenação, factores cruciais na avaliação dos níveis de intoxicação. Em particular, os investigadores concentraram-se em distinguir entre a presença de THC e o estado real de intoxicação, um desafio que pretendiam enfrentar com a precisão da IA.

A aplicação inovadora funcionou continuamente em segundo plano, recolhendo discretamente dados sobre as acções dos participantes, conversas e até sobre o áudio e a iluminação ambiente. Esta funcionalidade, activada em intervalos específicos com base no consumo de canábis comunicado, ofereceu informações valiosas sobre o contexto social do consumo.

Uma abordagem holística

O estudo incluiu a utilização de dispositivos Fitbit, que monitorizam o ritmo cardíaco, os padrões de sono e os passos dados. Os participantes estavam activamente envolvidos, introduzindo relatórios sobre o seu consumo de canábis 15 minutos antes de fumar ou vaporizar. Posteriormente, classificaram o seu nível de intoxicação numa escala de 1 a 10. Detalhes como o método de consumo, a quantidade e a duração da intoxicação foram meticulosamente registados. Os participantes também referiram o momento em que deixaram de se sentir “pedrados”, fornecendo dados exaustivos para análise.

“Os participantes também referiram o momento em que deixaram de se sentir “pedrados”, fornecendo dados exaustivos para análise”

Apesar de persistirem desafios como a exactidão dos dados comunicados pelos utilizadores, os investigadores consideraram esta abordagem benéfica em cenários do mundo real. Reconhecendo a necessidade de aperfeiçoamento, os investigadores planeiam melhorar a sua metodologia. Isto envolve o aperfeiçoamento dos algoritmos do smartphone e do Fitbit e a expansão dos seus esforços de recolha de dados para incluir amostras de maior dimensão. Com estes avanços, a perspectiva de utilizar a IA para monitorizar a intoxicação por canábis em tempo real torna-se cada vez mais promissora.

Em conclusão, este estudo pioneiro é um testemunho do potencial da IA para revolucionar a nossa compreensão da intoxicação por canábis. À medida que a tecnologia continua a avançar, o dia em que os nossos smartphones nos protegerão da condução sob influência e de outros riscos poderá estar mais próximo do que pensamos.

Leia o estudo na íntegra aqui:

Towards Automated, Interpretable and Unobtrusive Detection of Acute Marijuana-cannareporter

[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Com formação profissional em desenho técnico CAD (2D e 3D), João Xabregas é activista e defensor de todos os usos e aplicações da canábis. Encontrou e entrou no mundo canábico ainda durante os seus tempos de juventude, onde ganhou especial interesse pelo cultivo da planta, o que o levou a uma jornada de auto-aprendizagem pelo mundo da canábis que ainda continua nos dias de hoje. As suas aventuras ligadas ao cultivo de canábis iniciaram-se com o mesmo objectivo de muitos outros: poder garantir a qualidade e eliminar quaisquer possíveis riscos para a sua saúde daquilo que consumia, bem como evitar quaisquer tipos de dependências do mercado ilícito. No entanto, rapidamente passou a encarar o mundo da canábis e tudo o que a ela diz respeito com um olhar bastante diferente. Assume a enorme paixão que nutre pela planta mais perseguida do mundo e sobre a qual está sempre disposto a escrever e a ter uma boa conversa.
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