A Marcha pela Canábis, arrancou do Largo do Camões, e segue diretamente para a Assembleia da República. A manifestação convocada pela associação Mães pela Canábis é o grito de reivindicação das mães, que desta forma procuram sensibilizar para o ainda elevado estigma associado à planta.
É já às 16:20 que arranca a manifestação convocada para hoje, pela recém criada Associação Mães pela Canábis. O evento, iniciou-se pelas 15 horas, tendo os participantes reunido no Largo do Camões, no coração de Lisboa. Agora, às 16:20, a manifestação ruma a São Bento, naquilo que é “um grito de ajuda das mães” segundo Paula Mota, que encabeça a Associação Mães pela Canábis.
Em declarações exclusivas ao CannaReporter, Paula Mota divulgou que os motivos que a levaram a convocar a marcha foram em grande parte o estigma que sente, e por outro lado, as dificuldades e barreiras que ainda encontra. “Nos somos mães, nos precisamos de ajuda. Isto é um grito de ajuda das mães”, adianta Paula Mota.
Questionada em relação às dificuldades que, enquanto cuidadora enfrenta, Paula afirma que ainda existe falta de formação e informação por parte da comunidade médica. “Quando uma mãe aborda um médico a pedir uma consulta ou uma opinião sobre o uso do CBD, os medicos dizem que não conhecem a planta, nem a terapia e que não têm o que prescrever”.
Este é um dos motivos que faz com que as principais reivindicações do evento sejam precisamente o de incrementar a formação aos profissionais, haver mais medicação e produtos disponíveis e ainda o autocultivo, justificado para garantir o acesso. “nem todos têm capacidade para pagar estas terapêuticas”, remata Paula Mota.