Deputados mexicanos têm até Abril de 2021 para legalizar a canábis

Publicado 5 anos ago

em Dezembro 13, 2020

Reading Time: 2 minutes

O Supremo Tribunal do México concordou novamente com uma prorrogação do prazo para legalizar a canábis, mesmo com a legislação final aprovada pelo Senado. A Câmara dos Deputados concordou na quarta-feira solicitar outra prorrogação do prazo de regulamentação da canábis ao Tribunal Supremo do México, com os deputados a pedir mais tempo para melhorar a estrutura regulatória.

Esta é a última extensão que o tribunal aprovou, uma vez que considerou a proibição do uso pessoal e do cultivo de canábis inconstitucional em 2018 e determinou que o Congresso encerrasse a política. A reforma que legaliza a canábis já foi aprovada pelo Senado e avançou esta semana por pelo menos dois comités da Câmara dos Deputados.

No final de 2018, o tribunal mexicano considerou a proibição do uso pessoal e cultivo de canábis inconstitucional e disse aos legisladores que encerrassem formalmente a criminalização até outubro de 2019. Desde então, o prazo foi adiado  várias vezes, a pedido dos legisladores, mais recentemente até 15 de Dezembro deste ano.

Mas agora o tribunal diz que os legisladores têm até o final da próxima sessão, que começa em fevereiro e termina em 30 de abril, para aprovar a reforma. Este é o quarto prazo que o órgão impõe. Primeiro foi Outubro de 2019, depois Abril de 2020, depois Dezembro de 2020 e agora Abril de 2021.

 

Os líderes da Câmara dos Deputados alegaram necessitar de um adiamento para rever a legislação aprovada pelo Senado. No entanto, isso não impediu várias comissões de aprovarem o projeto, como a Comissão de Direitos Humanos e Orçamento e Contas Públicas tendo-o já considerado e avançado nos últimos dias, pouco antes do novo pedido de prorrogação do prazo.

A reforma da canábis mexicana

Em geral, o projecto de lei estabelecerá um mercado regulado de canábis, permitindo que adultos maiores de 18 anos comprem e transportem até 28 gramas de canábis. A legislação permite o cultivo de até seis plantas para consumo pessoal e a posse de mais de 28 gramas, mas menos de 200 gramas, seria considerada infracção punível com multa, mas sem pena de prisão.

A legislação faz algumas tentativas para mitigar a influência de grandes corporações de canábis. Por exemplo, afirma que durante os primeiros cinco anos após a implementação, pelo menos 40 por cento das licenças comerciais de canábis devem ser concedidas a comunidades indígenas, de baixos rendimentos ou historicamente marginalizadas. O Instituto Mexicano de Canábis seria responsável por regular o mercado e emitir licenças.

O consumo público de canábis será permitido, excepto em lugares onde o uso de tabaco é proibido ou em reuniões onde menores de 18 anos poderiam ser expostos. As famílias onde vive mais de um adulto estariam limitadas a cultivar no máximo oito plantas. A legislação também diz que as pessoas “não devem” consumir canábis em casas onde haja menores de idade.

Consulte aqui a documentação:

487683638-Mexico-Supreme-Court-Marijuana-Delay

[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Sou um dos directores do CannaReporter, que fundei em conjunto com a Laura Ramos. Sou natural da inigualável Ilha da Madeira, onde resido actualmente. Enquanto estive em Lisboa na FCUL a estudar Engenharia Física, envolvi-me no panorama nacional do cânhamo e canábis tendo participado em várias associações, algumas das quais, ainda integro. Acompanho a industria mundial e sobretudo os avanços legislativos relativos às diversas utilizações da canábis. Posso ser contactado pelo email joao.costa@cannareporter.cannabud.io
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